sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Por que você reclama tanto?

Por que você reclama tanto?

Hoje eu acordei fazendo esta pergunta primeiro a mim mesma e aí começou um carrossel de indagações e reflexões: será que eu sou uma reclamona ALFA, RAIZ, ou uma reclamona eventual, dependendo da circunstância na qual me encontro? Aí pensei em também levar este questionamentos até você que lê meus escritos aqui.

Já ouvi mais de uma vez entre especialistas do comportamento humano e também pessoas mais ligadas às questões da espiritualidade e neurolinguística, que a palavra reclamar significa " clamar duas vezes". Fui conferir o significado que consta nos dicionários e achei algo semelhante em uma das definições:  verbo transitivo direto que significa pedir ou mandar de maneira veemente .Também achei o outro significado que é : verbo transitivo indireto e intransitivo: opor-se por meio de palavras; fazer reclamação; queixar-se. 

Fiquei me perguntando como é tênue o limite entre a, digamos, reclamação que reivindica uma coisa e a que apenas "clama de maneira veemente". Não vou abordar aqui o caso em que reclamamos por exemplo, contra uma injustiça. A " pegada" de hoje é sobre como é importante para a nossa saúde mental e bem estar ficarmos vigilantes nas nossas doses nada homeopáticas de reclamações.

Poder das palavras


Você pode até achar que isso é papinho místico, bobagem ou perda de tempo mas, sim: as palavras têm poder e justamente por nem sempre sabermos disso ou levarmos isso a sério é que caímos na cilada de nos tornarmos vilões de nós mesmos, passando cada minuto da nossa vida, cada dia, apenas " re-clamando" e mandando de volta pra gente justamente o que menos queremos. Está complicado de entender? Deixa eu tentar explicar melhor...
Temos que aprender a enfatizar nos ganhos e não nas faltas. Como assim? Vou dar um exemplo: a pessoa está com contas para pagar, preocupada, sem dinheiro e geralmente o que ela fala pra si e para os outros ao redor? " Não aguento mais ficar sem dinheiro, nossa, não tenho dinheiro pra nada, vida difícil, etc, etc, etc". Se você seguir a lógica do reclamar = clamar duas vezes, o que essa pessoa está fazendo com ela mesma? Focando suas poderosas palavras na escassez, na dificuldade, na angústia e isso retroalimenta todo o processo.

Atenção, vigilância e prática



Eu sei, eu sei, parece algo tão difícil se monitorar e saber discernir os dois significados e usos do verbo RECLAMAR. Há dias em que eu me pego reclamando por cada coisa, situação, humor, de uma certa forma me torturando com coisas que, muitas vezes, estão além do meu alcance e isso é muito nocivo não só para mim como também para todos aqueles que me cercam, sabia? Seu humor contagia, sendo ele bom ou mal.
Então, o que posso dizer a você é para respirar fundo, prestar atenção nos seus pensamentos e nas suas palavras e ir praticando mais o antônimo da reclamação que é a gratidão.
 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Caminhando no parque

 

Taguaparque/acervo pessoal

Exercício e reflexões


Eu amo estar no meio da natureza e frequento este parque bem pertinho de casa praticamente todos os dias. É a minha 1 hora e meia de comunhão com o verde, o ar puro, o vento e os pássaros que estão ali assim como eu, celebrando a vida. Dia desses, na minha caminhada matinal me dei conta de que ali, naquele espaço verde, encontro matéria-prima variada para escrever sobre várias coisas e foi assim que surgiu a inspiração para o texto de hoje...


Um olhar sobre as pessoas


Praticamente encontro as mesmas pessoas no mesmo horário em que vou ao parque e, às vezes, também observo novos frequentadores. Na verdade, aquele lugar é um grande laboratório para se observar o ser humano em suas mais variadas matizes e divagar nestes pensamentos: tem os senhores e as senhoras já de idade que vão ali se exercitar, não muito preocupados em imprimir velocidade à caminhada ou à corrida, seguem seus ritmos próprios naquela postura de que não têm mais nada a dever ao mundo e às pessoas. Do alto da sabedoria dos muitos anos vividos, degustam o sabor e a alegria de estarem ali, desfrutando aqueles momentos. Há também os casais, tanto os que apenas caminham um ao lado do outro, mas também os que fazem isso de mãos dadas, numa clara demonstração de parceria explícita.
Também existem os atletas e de várias idades: vejo jovens e senhores que correm e imprimem um ritmo intenso ao exercício, algo admirável, principalmente vindo de veteranos, santa inveja! 
Mesmo num parque, a gente também se depara com quem vai se exercitar cheio(a) de estilo: chapéu, boné, óculos escuros, fones de ouvido, mas não faltam os frequentadores mais despojados: um calção, uma camiseta, um par de tênis e tá tudo bem! Tem aqueles que levam seus pets, os que levam seus filhos para aproveitar o momento precioso de poder estar ali, se permitindo aproveitar o tempo de um jeito lúdico e único.

Taguaparque/acervo pessoal


Que histórias elas carregam?


Quando estou ali, andando olho para as pesssoas, cumprimento algumas (e algumas retribuem a gentileza, outras não) e fico imaginando que histórias de vida estes rostos anônimos carregam. Que profissão têm, sonhos, frustrações, alegrias, tristezas...Ali, naquele espaço ao ar livre, a atividade física acaba nivelando a todos. O parque não faz distinção de raça, cor, sexo ou status social, democraticamente é o lugar onde as vidas se cruzam.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Para sempre, JK



Memorial JK em Brasília/Acervo pessoal


Memórias de um sonho


História sempre foi uma das minhas matérias preferidas nos tempos de escola: história antiga, a saga de grandes civilizações, as narrativas nem sempre românticas da relação entre os povos conquistadores e os conquistados..Na história do Brasil, um caso em particular sempre me chamou a atenção: a construção de Brasília durante o governo de Juscelino Kubitschek ( 1956-1961), nosso 21º presidente.  Só lia as informações e via na televisão as imagens daquela cidade com prédios de traçado moderno,cravada em pleno planalto central, mas não fazia ideia de tamanho pioneirismo e trabalho que estão por trás do nascimento da capital federal.

Um lugar apaixonante 




Desde a primeira vem em que pus os pés em Brasília escolhi o Memorial JK como o prédio mais lindo da cidade, mal sabia que lá dentro, numa organização e cuidado impecáveis, iria me deparar com um pedaço magnífico da nossa história e que, felizmente, está bem preservado. Quanta coisa está ali e num ambiente com acessibilidade para pessoas com deficiência e cheio de objetos, fotos, maquetes, verdadeiras relíquias da memória de Brasília e de quem participou deste sonho que surgiu praticamente do nada.


A biblioteca de JK

Visita obrigatória para todos os brasileiros

Eu fiquei realmente extasiada com tudo o que vi e ouvi, pude sentir a presença de Juscelino e de D. Sarah em cada sala daquele memorial. Vídeos institucionais da época da construção de Brasília mostram os " candangos" cavando a terra, construíndo os alicerces da nova cidade que surgia em meio ao cerrado. Também vi dezenas de fotos, roupas, acessórios, documentos, itens que nos ajudam a ter uma ideia de quem foi JK e do legado que ele deixou para todos nós.








Emoção e reverência

O túmulo de JK também está no memorial, numa sala central e onde sentimos toda a reverência que esta cidade tem ao seu fundador. Quase podemos sentir a presença física de JK. Eu chorei porque vi ali uma humanidade, um amor, o desejo de um sonhador e de tantos outros que acreditaram e trabalharam para fazer o sonho da nova capital do Brasil se tornar realidade. Parabéns e obrigada, Juscelino!








 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Estradas brasileiras , muitos contrastes

 

Rodovias precisam de cuidado - foto acervo pessoal


As realidades diferentes de nossas rodovias


Tirei o fim de 2022 para pegar estrada e dar uma volta saindo da região centro-oeste rumo à região sudeste. Em meio às paisagens belíssimas de nosso Brasilzão, percebi que todos que decidem fazer uma viagem usando nossas rodovias federais vão se deparar com uma realidade de vários contrastes. Não consegui tirar fotos ou fazer vídeos do que irei relatar aqui mas, acredite: algumas rodovias federais brasileiras lembram e muito aqueles circuitos de rally que acompanhamos em campeonatos de tevê..

É perceptível a diferença de qualidade, conservação, sinalização e socorro nas estradas que estão sob a responsabilidade de empresas privadas. Quando você se depara com as condições das estradas em questão, paga até com gosto os pedágios espalhados pelas rodovias. 

Investimento crucial para o desenvolvimento do país


Foto: acervo pessoal

Nosso país tem dimensões continentais e muita coisa para ser vista, conhecida e explorada de forma responsável e sustentável. O investimento na tão falada e necessária infraestrutura (que não engloba apenas as rodovias mas também, ferrovias e hidrovias) é crucial. Chega a dar vergonha e até chateação, ver trechos de rodovias importantes praticamente abandonados. É o caso por exemplo da BR-050 no trecho que marca a divisa entre os estados de São Paulo e Minas, pela cidade de Uberlândia. Outra situação crítica encontramos na BR-153, no trecho que vai do conhecido " trevão" até Goiânia. É muito buraco, cratera, asfalto péssimo...

Promessas de investimentos 

Enquanto escrevia este texto, li uma reportagem na qual o novo ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciava um plano de 100 dias da pasta em ações prioritárias nos transportes rodoviário e ferroviário até o mês de abril. Entre as ações estão as de revitalização, recuperação e conclusão de obras nas estradas federais. Espero sinceramente que consigam focar os holofotes nestes trechos críticos para que a avaliação dos brasileiros a respeito das rodovias do nosso país melhore. De acordo com o próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte ( Dnit), 66% das rodovias federais possuem avaliação regular, ruim ou péssima ou seja: temos que percorrer um longo caminho para alcançarmos os patamares de boas e ótimas estradas. Vamos aguardar!



 


sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Museu do Ipiranga , o que perdi

 


Desde a primeira vez em que vi o suntuoso prédio do Museu do Ipiranga, em São Paulo, me apaixonei! Aquela grandiosidade e aqueles jardins jamais saíram do meu pensamento mesmo passados mais de 30 anos! Lembro como se fosse hoje que cheguei a entrar no museu, mas um compromisso de última hora me impediu de conhecer o seu acervo naquele ano. 

Precisei esperar todo esse tempo para poder, finalmente, conhecer a riqueza guardada ali. No meu imaginário, eu achava que iria me deparar com as memórias do período da proclamação da Independência do Brasil, com as carruagens da época do império, mostras do vestuário, da mobília, dos costumes daquele período, algo que deduzi devido a todo o contexto que cerca o local. Fui agora em dezembro de 2022 e confesso: esperava mais.

Expectativa frustrada




O Museu do Ipiranga ( Museu Paulista) ainda tem algo do acervo que remete sim ao tempo que aprendemos nos livros de história mas, pelo que ouvi de pessoas que o visitaram antes do fechamento do prédio para reforma em 2013, quase nada restou do que existia ali dentro. Sim, o lendário quadro pintado por Pedro Américo e que retrata o momento do famoso grito de Dom Pedro I às margens do riacho Ipiranga está lá mas, e o resto? 


Por onde andam?


É até aceitável que o museu seja modernizado ( no quesito acessibilidade, o Museu oferece muitas opções para pessoas com deficiência), inclua exposições paralelas e tudo mais, só que o sentimento que bateu em mim foi de uma certa orfandade. Quem vê o museu agora e o conheceu no passado, se ressente de não saber para onde foram ( e se ainda existem) , as peças que eram a alma do prédio histórico. Acho que seria, no mínimo de bom tom, informar os visitantes a respeito disso, onde está o restante do acervo que preserva a memória deste pedaço tão importante da nossa história.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Então é dezembro

 O último mês do ano



E ele chegou, o 12º mês do ano, o mês que  marca a vida de todos por ser praticamente, o anúncio do próximo ano, além de ser um período em que  paramos para fazer aquele balanço de como foi a nossa trajetória de 365 ou 366 dias: tristezas, alegrias, perdas, vitórias, aprendizados, ensinamentos, superações...

Para mim, 2022 foi um ano que pareceu ter 24 meses....Nossa, quanta coisa aconteceu na minha vida este ano e acredite: até das coisas " más" aprendi a filtrar o que não foi legal e tirar belas lições. O meu ano foi movimentado em todas as esferas, cheio de lágrimas ( que nem sempre foram de tristeza, a gente também chora de alegria, alívio, gratidão) e de sorrisos, experiências profissionais novas, novas amizades, reencontros, ressignificação de pensamentos e conceitos.

Não sei se você já parou para começar a avaliar como foi o seu 2022, mas te convido a responder a esta pergunta ( e ficaria muito feliz de ver isso nos comentários). Para você, o que mais valeu a pena em 2022? Conta pra mim...

O que valeu a pena para mim


Para mim em particular, o ano que está quase acabando marcou profundamente pela consciência que estou semeando cada vez mais e mais de usufruir, degustar cada momento, estar de fato nele, no momento, naqueles segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses...Muitas vezes não nos damos conta de que cada segundo vivido, cada respiração, batimento do coração, piscar de olhos, todos eles estão contidos num espaço-tempo que não volta mais. A vida não merece ser efêmera, subestimada e falando isso me veio a imagem de um beija-for voando alegremente entre os jardins  " sorvendo", "saboreando", cortejando a vida com leveza e graça.

Outra imagem que me vem à mente quando falo de desfrutar a vida em todos os seus matizes: o girassol, uma flor que amo e admiro demais. Acho linda toda a simbologia em torno do girassol que de forma humilde, curva-se à luz do sol e aproveita os seus raios  majestosos. 


Desejo que para você que me lê, a avaliação de seu 2022 também traga mais momentos alegres do que tristes e que você tenha muitos, mas muitos motivos para agradecer pelo privilégio de mais um ano vivido.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Como você lida com o seu silêncio?

 
Banco de madeira com plantas ornamentais
Como você lida com o seu silêncio?

Será que nos nossos dias tão atribulados, corridos, agitados, etc, etc, etc, alguém já parou para se fazer esta pergunta? Eu acredito que sim, até porque a curiosidade sobre o silêncio chegar a ser enigmática sob o meu ponto de vista. Acho inclusive que para algumas pessoas, o desafio é justamente achar um lugar, cantinho, momento do dia para poder parar tudo e  " ouvir o silêncio". Como assim, Cassandra?

É preciso foco e vontade para conseguir ouvi-lo em meio a tantos ruídos diários, sem contar com as constantes avalanches de pensamentos que temos todos os segundos. Ouvir o silêncio é um exercício muito bom, fascinante e desafiador para muita gente, pode apostar!

Nas minhas andanças por aí durante esta minha vida, já ouvi frases do tipo: " Detesto o silêncio, fico incomodado(a)!". Ou então: " Não sei fazer nada sem ter uma música ou algum barulho, seja ele qual for, por perto".  E ainda: " Nossa! Quanto silêncio! ( como se isso fosse algo a ser condenado e exorcizado da fase da terra). 

Um parceiro paciente e revelador

Eu acho quase mágico quando o ritmo do dia parece parar por instantes e "congelar " os barulhos cotidianos. Aí vem ele, o silêncio, e com ele, dependendo de onde você esteja, podem aparecer alguns atores coadjuvantes como passarinhos, som de água corrente, o vento...Nessas horas , tudo o que faço é fechar os olhos, respirar fundo e curtir este momento. Se você ainda não fez isso , experimente!

O silêncio também nos ajuda numa experiência importante: aquietar a mente, algo que traz muitos benefícios como diminuir a ansiedade, a tensão, os medos e reequilibra muita coisa que está  fora dos eixos dentro de nós. Tem pessoas que gostam de aquietar a mente ouvindo músicas específicas para isso ou alguma em particular que as agrada. Eu também gosto disso, amo música, mas é diferente uma experiência com trilha sonora e uma com o mais puro, libertador e pacificador silêncio.

Um excelente inspirador

O silêncio também pode ser um gatilho fantástico a quem busca a inspiração para criar algo ou solucionar alguma questão. Muitas vezes ficamos atordoados com tantas coisas que acontecem ao mesmo tempo que não conseguimos resolver aquele problema, aquela questão que chega a tirar o nosso sono, a nossa paz. Pois bem: troca um "dedinho de prosa" com o Sr. Silêncio porque ele pode te dar aquele empurrãozinho que falta para você resolver o que precisa.