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sábado, 16 de maio de 2020

Reflexões sobre o meu Epitáfio

Uma breve viagem sobre o fim dos nossos dias


Não pense que estou com pensamentos mórbidos, caro(a) leitor(a)! Em dias ainda mais incertos, me peguei pensando em como não paramos muito ou não queremos muito pensar na morte. Infelizmente ela, esta senhora retratada muitas vezes como uma figura assustadora vestida de preto, tem sido uma visita recorrente nesse tempo de Coronavírus e de uma forma muito mais avassaladora, triste e dramática.

Me toquei para uma coisa que nunca passou pela minha cabeça: e se eu pudesse escolher (como na verdade, posso) a frase que gostaria que fosse escrita na lápide do meu túmulo, qual seria? Uma séria candidata é a frase dita pelo apóstolo Paulo e que está registrada em 2 Timóteo 4, versos 7 e 8:

"Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.
Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda."


2 Timóteo 4:7,8

Em tempos de tantas dores, medo, desespero, uso os momentos que tenho para refletir muito sobre a brevidade da vida e o quanto podemos buscar reverter a polaridade nefasta desta pandemia para valorizarmos o que realmente importa. Coisas como: família, saúde, amigos, trabalho, fé, sentimentos bons como amor, solidariedade, caridade, compaixão, perdão, respeito e por aí vai.... Procuro me alimentar do que é bom, a começar por bons livros, bons pensamentos e boas companhias, mesmo virtuais.

Aos que podem me criticar (e são livres para isso) de que isso  seja uma forma de alienação ao que está ao nosso redor, digo que o mundo já está mergulhado no caos e embora vivamos no mundo, não somos obrigados a nos contagiar com ele. Estou lendo um livro bem interessante que fala sobre psicologia positiva e felicidade. Creio que um passo importante que podemos dar para a manutenção do equilíbrio e da sanidade total é manifestar gratidão. Gratidão por mais um dia de vida, gratidão por sermos cuidados e por termos nossas necessidades supridas, gratidão por podermos dividir algo por mais insignificante que pareça ser para algumas pessoas: uma palavra, um sorriso, um ombro amigo ( real ou virtual).

Comecei falando de morte, o desfecho natural de todos nós e termino falando que enquanto há vida, devemos buscar desfrutá-la da melhor forma possível.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Respeito é bom e eu gosto!


Quando ouço alguém falar: Me respeite! - lembro de algo ainda da minha infância, primeiro dentro de casa depois na escola: o conceito de que o meu direito termina onde começa o do outro e creio que esta regra também vale se formos falar de respeito. No mundo em que vivemos atualmente é tanta confusão e profusão de opiniões e definições sobre as coisas que sinto saudade da época em que tudo parecia mais fácil! Muita gente pode até dizer; " Mas quem vive de passado é museu, hoje é tudo mais simples!", porém, parece que valores universais estão sendo desprezados e eu diria que até deturpados mesmo.

Vamos regar nosso jardim de luz
Convido você a refletir sobre sentimentos universais que deveriam ser transferidos para os nossos mundos individuais e até coletivos: fraternidade, respeito, ética, gratidão, solidariedade! É uma grande ironia termos um mundo cada dia mais tecnológico, uma vida com ritmo frenético e, ao mesmo tempo, nos depararmos com histórias de pessoas cada vez mais solidárias, sofrendo, deprimidas, perdidas....Acho muito salutar e diria até vital para a humanidade, paradas pontuais para olhar cada um  para dentro de si e se ouvir. Muitas vezes precisamos mesmo é de silêncio para que nossa alma sussurre aos nossos ouvidos seus queixumes, dores e sonhos.


Esta semana, eu estava observando pais deixando seus filhos pequenos em uma pequena escola aqui perto de casa. Fiquei olhando o semblante das crianças: as quietinhas, as mais falantes, as chorosas e as sorridentes e lembrei de uma frase que ouvi de uma psicóloga : que as crianças BRILHAM! Não falo de brilho artificial, palpável, mas do brilho que vem de dentro dos olhos que quando cruzam com outros olhos deixam um pouquinho dessa luz com as outras pessoas também! Acredito que este resgate do brilho que tínhamos quando crianças é um exercício diário necessário para todos nós!