quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Mais amor, em tempos de guerra

 


O título deste texto é mais um apelo do que uma mera frase de efeito e remete a uma frase que muitos creditam aos hippies que diziam: " Faça amor, não faça a guerra".  Em tempos de guerras cansativas e sem sentido como as que testemunhamos entre Rússia e Ucrânia e entre o Hamas e Israel, fico imaginando qual o sentido para conflitos tão longos e desgastantes; tão desumanos e frutos do que me parece uma teimosia que a gente vê muito entre dois meninos birrentos que não abrem mão de um brinqedo desejado por ambos.

Os anos passam, vêm Natais e Réveillons e para minha perplexidade e tristeza, sinto uma humanidade adoecida e cada dia mais intolerante, impaciente e egoísta. Vejo cenas de pessoas nas ruas, não só no Brasil, não só na minha cidade, mas em outros cantos do mundo, pessoas famintas, pessoas maltratadas pela dura realidade deste mundo. Vejo pessoas escravizadas pela droga e reféns da violência urbana, seres que não conseguem ver uma " luz no fim do túnel" ou uma saída digna para a vida que têm.

Mas, do outro lado desta história, vejo iniciativas quase silenciosas, tão ternas que mal são vistas e que deveriam ser multiplicadas: exemplos de solidariedade, de voluntariado, de acolhida, algo tão vital e necessário no mundo atual.

Eu sinto um misto de emoções quando olho para as diversas facetas desta grande história tecida e vivida pela humanidade: às vezes, incedulidade e tristeza quando constato que nada parece mudar; e às vezes, a chama da esperança ganha fôlego e cresce. 

Que nestes últimos dias do ano, possamos olhar com mais compaixão pelo próximo e lembrar que todos estamos neste planeta para plantar e colher os frutos de nossas escolhas.


imagem: Chat GPT

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